Ainda vale a pena cursar uma faculdade? Sim. É bom para o aluno e para a sociedade

Segundo a presidente da York University, no Canadá, a universidade confere habilidades e seguranças essenciais para o futuro trabalhador.

Por Leo Caparroz
3 jan 2025, 12h00
Pessoas segurando canudos de diplomas nas mãos
 (Freepik/Reprodução)
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Com os resultados dos vestibulares aparecendo aos poucos, muitos jovens começam a ponderar sobre seu futuro. São vários caminhos possíveis para serem seguidos, e um movimento popular na internet defende que não vale a pena cursar uma faculdade. Mas será que isso realmente é o caso?

Para Rhonda Lenton, presidente da York University, no Canadá, essa dúvida é muito comum entre alunos e professores. Mas ela afirma, categoricamente, que a universidade vale a pena, sim – tanto para o aluno, quanto para a sociedade. 

Embora muitos alunos que entram no mercado recém-saídos da faculdade ganhem salários de nível básico, a realidade é que, a longo prazo, seu potencial de ganho tem mais espaço para se expandir. No Canadá, onde ela leciona, quem tem um diploma de bacharel ganha 24% a mais do que a média nacional, por exemplo.

Estudantes com diploma universitário têm mais probabilidade de ter um emprego estável, mesmo em meio à ruptura econômica, como revelou a pandemia da COVID-19. Graduados também têm mais probabilidade de obter empregos que oferecem uma gama mais ampla de benefícios. Segundo Lenton, uma educação aumenta as chances de encontrar um emprego gratificante e viver uma vida mais longa e saudável.

Além dos benefícios individuais, também há benefícios importantes para a sociedade. O Canadá, por exemplo, depende muito das universidades em comparação para impulsionar a pesquisa e a inovação essenciais para sua economia.

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Além disso, existe um certo risco aos empregos dos canadenses. Um estudo recente revelou que os empregos de mais de 60% dos cidadãos podem estar ameaçados pela IA. Também estima-se que um em cada 10 funcionários no Canadá pode estar em alto risco de redundância de emprego relacionada à automação.

Para Lenton, quem tem níveis mais altos de educação também é melhor preparado para se beneficiar das tecnologias de maneiras que complementam o trabalho que realizam. Os graduados também são mais propensos a ter as habilidades transferíveis necessárias para suportar a interrupção da força de trabalho.

As tecnologias de Inteligência Artificial representam menos risco para trabalhadores bem qualificados. Lenton afirma que seus empregos são menos propensos a serem substituídos pela automação porque eles possuem as habilidades de pensamento crítico necessárias para fornecer supervisão para tarefas que usam IA e automação. Embora essas tecnologias sejam sofisticadas e se tornem ainda mais a cada dia, elas atualmente não podem replicar habilidades cognitivas, críticas e de tomada de decisão humanas.

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Há também outras pesquisas que mostram que alunos com ensino superior são mais propensos a buscar educação continuada para se atualizar e requalificar, uma qualidade que torna os alunos mais ágeis em um mercado de trabalho em mudança.

Sendo assim, Lenton defende que cursar uma faculdade pode trazer ótimos benefícios para o aluno e futuro trabalhador. Além de, é claro, beneficiar a sociedade que ele eventualmente vai compôr.

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