Confra 101: Um guia de etiqueta para a festa da firma

Não adianta fugir. Seguindo algumas regrinhas, a participação nesses eventos pode ser boa para sua equipe – e sua carreira.

Por Sofia Kercher
Atualizado em 19 dez 2024, 13h55 - Publicado em 19 dez 2024, 12h00
Amigos na festa de Natal
 (martin-dm/Getty Images)
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I

t’s the most wonderful time of the year, já cantava Andy Williams. A diferença é que o cantor estava falando sobre o Natal: nós, sobre a época oficial das Confras da Firma™.

Você pode discordar da analogia. Sabemos que nem tudo são flores em determinados empregos, empresas ou funções. Nem toda equipe, chefe ou colegas de trabalho parecem dignos de sua companhia. Mas a verdade é que, quando o assunto é a SUA carreira, você pode se beneficiar – e muito – de comparecer a esse tipo de evento.

Quem diz isso não somos nós, e sim Isis Borge, headhunter e sócia do Talenses Group (e colunista da nossa revista-irmã Você RH, caso queira conferir o trabalho dela por lá). A especialista adverte que não comparecer aos eventos sociais da empresa pode trazer prejuízos à sua imagem. Passa a impressão de um desengajamento com o trabalho.

Comparecer, naturalmente, gera o efeito contrário. Borge argumenta que isso demonstra espírito de equipe, disposição para se integrar e um interesse genuíno na empresa. Além disso, é uma oportunidade de fortalecer relacionamentos dentro da organização, o que pode abrir portas futuramente com conexões que não surgiriam no dia a dia. 

“Será muito positivo para a imagem profissional o comparecimento na festa da firma”, crava a especialista. 

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Apesar disso, existem algumas regras que devem ser seguidas para não causar justamente o efeito contrário. Portanto, aqui vão algumas dicas de etiqueta de Isis para sua confra de final de ano – para que você não deseje nunca ter comparecido para começo de conversa.

Não é trabalho – mas ainda é trabalho

A primeira regra de ouro é lembrar que, apesar de você não está trabalhando, você ainda está no trabalho. Está no nome: é uma festa da firma.

Por essa razão, Isis aconselha a manutenção de uma postura adequada, condizente com a que você adota das 9h às 18h. “Apesar de ser um momento descontraído, precisamos sempre ter em mente que é um evento corporativo”, adiciona.

De olho no look

Não ache que o dresscode deixou de existir só porque você está fora do escritório. Na maior parte das vezes, alguns convites de confraternização já vem com tipo de roupa indicado – para Borge, o ideal é que se siga essa recomendação à risca. 

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“Evite exageros como decotes ou roupas que possam trazer um prejuízo a forma como as pessoas te vêem.” 

Fofoca e outros monstros horríveis

O ambiente mais informal (e a bebida no corpo – nosso próximo tópico) pode te levar a tocar em temas polêmicos. Há hora e vez para tudo: a confra da firma definitivamente não é uma delas.

Isis aconselha que você mantenha um comportamento respeitoso e cordial com todos, independente da hierarquia. “Não é o momento de falar mal de ninguém e muito menos da empresa, evite criticar o evento e outros colaboradores.”

Bebida: sim ou não?

Falando nela… Borge crava que sim. Mas, naturalmente, sem perder as estribeiras.Saber seu limite é essencial para evitar situações constrangedoras que podem impactar sua reputação profissional. 

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Uma dica da especialista é alternar a bebida alcoólica com água ou refrigerante. “Lembre-se: você ainda está em um ambiente corporativo, e seu comportamento será lembrado”, diz.

Cônjuges: sim ou não?

Depende. Se a empresa permitiu, a especialista diz que não há problema. Basta certificar de que a pessoa que você levará se sentirá confortável nesse ambiente e agirá com discrição e respeito.

Lembre-se: o foco ainda deve ser a interação entre colegas e lideranças – se você tiver que ficar assessorando seu namorado ou namorada o tempo todo, poderá perder oportunidades valiosas de carreira. O que nos leva ao nosso último tópico:

Dica extra: Networking 101

“A confraternização é uma excelente chance de networking”, diz Isis. Ela traz alguns conselhos práticos para o momento:

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  • Seja você mesmo mas evite circular apenas na mesma rodinha de sempre;
  • Use o momento para conversar com colegas de outras áreas e, se possível, com lideranças que normalmente não estão tão acessíveis no dia a dia. 
  • Demonstre interesse genuíno nas conversas, faça perguntas sobre projetos e compartilhe suas próprias ideias de maneira natural. 
  • Mostre sua personalidade e engajamento, sem parecer forçado. Conexões criadas nesses momentos podem ser a base para futuras oportunidades dentro da empresa.

Para quem ainda não dominou a sutil arte do networking, vale a leitura desta reportagem. Boa festa! 🙂 

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