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Perguntas & Respostas

Desde quando fazemos resoluções de Ano-Novo?

Desde 4 mil anos atrás. Apesar do tempo, a essência das metas de Ano-Novo permaneceu a mesma. Confira.

Por Leo Caparroz
Atualizado em 27 dez 2024, 17h30 - Publicado em 26 dez 2024, 12h00
Fotos de fogos de artifícios.
 (Christoph Wagner/Getty Images)
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Com o novo ano chegando, é comum estipular metas ou resoluções de Ano-Novo. Essa virada é um marco temporal significativo no calendário, e muitas pessoas aproveitam a troca para planejar seu futuro e definir objetivos.

Fazer promessas no Ano-Novo não é uma coisa recente – nem um pouco, na verdade. A prática já existe há milhares de anos, com várias culturas ancestrais praticando algum tipo de tradição no início de um ano.

O exemplo mais antigo disso são os babilônios, há 4 mil anos atrás. Historicamente os primeiros a traçarem resoluções de Ano-Novo, eles também foram uma das primeiras civilizações a terem qualquer tipo de celebração em homenagem ao novo ano.

Obviamente, o ano dos babilônicos não começava em janeiro. Como eram uma sociedade agrícola, seu equivalente de ano começava junto com o plantio de novas safras, que seria no nosso mês de março.

Os babilônios tinham um festival de Ano-Novo chamado Akitu que durava 12 dias. Durante esse festival, as pessoas plantavam, juravam lealdade ao rei atual ou coroavam um novo rei e faziam suas promessas para o ano seguinte. Algumas das resoluções babilônicas mais comuns eram pagar dívidas e devolver ferramentas emprestadas.

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Os babilônios acreditavam que se cumprissem suas promessas, seriam abençoados pelos deuses no ano que chegava. 

O Império Romano deu continuidade à tradição das resoluções de Ano Novo. Quando o imperador Júlio César introduziu um novo calendário em 46 a.C.,1º de janeiro ficou marcado, pela primeira vez, como o início de um novo ano. Esta nova data homenageava Janus, deus das portas, das passagens, dos recomeços e das transições.

Janus é um deus com dois rostos – um olhando para a frente, e uma olhando para trás. Simbolicamente, representa a lembrança do ano anterior e a esperança do ano novo. Os romanos ofereciam sacrifícios a Janus e faziam promessas de bom comportamento para o ano seguinte.

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Já na Idade Média, os cavaleiros usavam o Ano Novo como uma oportunidade de renovar seus votos de cavalaria e reforçar seu juramento de lealdade. A cavalaria reforçava as divisões sociais de riqueza, prestígio e superioridade que serviam aos interesses da nobreza governante e dos aristocratas proprietários de terras. Ela era como um clubinho de membros de elite.

As resoluções giravam em torno da manutenção desses laços e valores da nobreza. Diz a lenda que os votos de cavalaria mais celebrados eram aqueles chamados de “O Voto do Pavão” ou “Faisão”, em que os cavaleiros colocavam suas mãos em um pavão vivo ou assado e renovavam seus votos para manter os valores da cavalaria. As cores exuberantes dessas aves simbolizariam a majestade dos reis e da nobreza.

Em 2024, quase 2025, pessoas de todas as culturas usam seus respectivos Anos-Novos para definir suas resoluções. Assim como civilizações antigas rezavam por uma colheita rica, as resoluções de hoje tendem a projetar valores sociais.

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Hoje em dia, as resoluções tendem a ser menos religiosas ou sociais. Elas costumam ser objetivos mais introspectivos, voltados para o desenvolvimento pessoal do próprio indivíduo. 

Mas a essência permanece a mesma depois de 4 mil anos: usar o novo ano como uma oportunidade de um novo começo.

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