Vale a pena ter LinkedIn Premium?
Para responder, você precisa saber a diferença entre o grátis e o pago. Vamos a elas.

egundo o próprio, existem sete tipos de contas que você pode contratar no LinkedIn. Assumindo que você é uma pessoa física e está buscando um emprego, vamos destrinchar duas dessas modalidades: o Basic e o Premium Career.
O primeiro é o que você automaticamente libera quando cria uma conta. Gratuito, ele permite com que você localize e se conecte com colegas acadêmicos e de trabalho; solicite e forneça recomendações; pesquise e visualize o perfil de outros usuários da rede azulzinha; receba mensagens pelo InMail (ilimitadas) e salve até três pesquisas para receber alertas sobre ao longo da semana.
Isso aí você já deve estar careca de saber. Provavelmente clicou nesta matéria justamente por já ter uma conta por lá, e estar pensando em fazer o upgrade. Vamos a tudo que você precisa saber sobre a segunda modalidade de conta: que custa R$ 29,99 por mês (ou R$ 249 no ano).
A primeira coisa que você tem acesso é a navegação privada. Sabe quando você recebe aquela notificação “Fulano de tal visualizou seu perfil?”, isso deixa de ocorrer quando você assina o Premium.
Na conta básica você também consegue usufruir da modalidade. Mas, quando desativa, as pessoas que viram seu perfil também são desativadas: ao contrário do Premium, em que você consegue navegar de forma anônima e ainda assim ver a lista de pessoas que viram o seu perfil nos últimos 90 dias (mas mesmo com uma conta Premium, não é possível visualizar o nome de pessoas que visitaram o seu perfil anonimamente, vale dizer).
Você também não fica à mercê da sorte nas candidaturas. Além de ter direito às vagas preferenciais (o que significa que a própria plataforma impulsiona sua candidatura, aumentando sua chance de se destacar para contratadores ou recrutadores), você também recebe dados que te ajudam a entender a chance de consegui-la de fato.
Quais dados seriam esses? O LinkedIn te fornece uma classificação baseada em uma comparação percentual do seu perfil com o perfil dos outros candidatos, além de um comparativo de experiência e competências. Segundo a rede social, você verá sua classificação como uma porcentagem (se estiver entre os 50% melhores candidatos).
Outra coisa que a plataforma libera é sua Inteligência Artificial. Ela serve para te ajudar a aprimorar ou construir do zero o seu currículo, e te traz feedbacks dos seus textos e candidaturas. Além disso, é possível criar uma carta de apresentação com a ajuda do robozinho.
O Premium Career também te dá cinco créditos de InMail. Isso significa que você poderá enviar mensagens a cinco pessoas independentemente de estar conectado a elas ou não. Isso é renovado mensalmente – e os créditos que não são usados expiram após 90 dias.
Por fim, o plano dá acesso ilimitado ao LinkedIn Learning. É uma plataforma de aprendizagem online que oferece mais de 21 mil cursos e materiais de treinamento para desenvolver suas habilidades em diversas áreas. Segundo o LinkedIn, ela oferece mais de 42 rotas de aprendizagem que podem ser aplicadas em diplomas acadêmicos com sete parceiros acadêmicos.
Assinar ou não assinar – eis a questão
Pense em um serviço como o do Spotify.
Você pode acessá-lo gratuitamente? Sim. Mas só pode escutar as músicas em ordem aleatória, não pode avançar ou retroceder nenhuma delas, ouve anúncios a cada 30 minutos tocados, e não pode baixar álbuns ou playlists. Essas limitações foram meticulosamente arquitetadas para levar o usuário a assinar o Premium. Ali você tem acesso à totalidade do serviço. Ao seu potencial completo.
Via de regra, todo serviço pensado dessa forma só vai oferecer a plenitude de suas habilidades quando você desembolsar uma grana. Com o LinkedIn, não é diferente. Isso quer dizer que você não vai conseguir achar um trampo? Claro que não. Você consegue ouvir música no Spotify grátis, não consegue? O que muda são as ferramentas à sua disposição para fazer aquilo acontecer: como você pode perceber, claramente mais refinadas do que no plano básico.
Portanto, caso a sua busca por emprego não esteja dando frutos – ou você tenha bastante dificuldade em pensar em formas de se vender a recrutadores – vai fundo. As estatísticas e vagas preferenciais, especificamente, poderão ser extremamente valiosas nessa missão. Além disso, os cursos oferecidos pela plataforma também podem te ajudar a aprimorar o seu currículo (a IA azulzinha também).
Dito isso, essa é apenas uma ferramenta na requalificação ou transição de trabalho. Vale a pena investir no networking, em possibilidades dentro da sua empresa, em cursos que exploram outros aspectos da sua personalidade (leia mais sobre como fazer esse raio-x aqui). Não adianta acreditar que R$ 30 por mês vão magicamente te conceder sua vaga dos sonhos. Afinal, o Plano Premium oferece dados e cursos – milagres ainda não estão inclusos no pacote.