Ainda dá tempo de traçar metas SMART
Não é por que o ano já começou que você não pode mais fazer suas metas para 2025. Conheça o método SMART para criar metas melhores.

O mundo corporativo é cheio de anglicismos. Do briefing a call, do invite ao roadmap, incorporamos diversos vocabulários em inglês no nosso dia a dia. Porém, neste caso, “smart” não é um termo só para se referir a “metas inteligentes”.
Na verdade, trata-se de um acrônimo composto por cinco critérios específicos que devem estar presentes na hora de você formular os seus objetivos. São eles:
- S: Específica
- M: Mensurável
- A: Alcançável
- R: Relevante
- T: Temporal
Esse método, criado por George T. Doran em 1981, é amplamente utilizado até hoje em contextos pessoais e profissionais para tornar os objetivos mais claros e realizáveis. E ele pode ser uma excelente ferramenta para você se organizar em 2025. Afinal, desejar algo é só o começo — é o planejamento que transforma intenção em ação.
Não raras vezes, as metas ficam pelo meio do caminho ou até mesmo são esquecidas por não haver um compromisso com elas — e traçar um plano pode ser uma forma eficiente de firmar esse “acordo”. É importante que você saiba não só onde quer chegar, mas o que fará para chegar lá.
Colocando em prática
A minha primeira recomendação é começar com clareza. Pergunte-se: “O que exatamente quero alcançar e por que isso é importante para mim?”. Por exemplo, se o objetivo é aprimorar o inglês, a resposta pode ser: “Quero alcançar o nível avançado de inglês para melhorar minhas chances em processos seletivos internacionais”.
Feito isso, pense em como medir o seu progresso. A dica, aqui, é dividir a meta em marcos menores, como completar um curso, assistir a um filme sem legenda ou alcançar uma pontuação específica em um teste de proficiência. Isso vai ajudar a manter a motivação.
Ao longo de todo esse processo, é fundamental que a pessoa seja honesta com ela mesma. Então, pare e reflita se a meta é realmente alcançável dentro do tempo e de outros recursos disponíveis. Se a resposta for negativa, ajuste suas expectativas para que não haja frustrações — não se sabote com objetivos irreais.
E caso você tropece no meio do caminho, não desista da meta. Às vezes, nós não conseguimos seguir com o plano inicial, mas isso não significa que tudo está perdido. Reveja seus objetivos e renegocie prazos. O ano tem doze meses, é natural que ajustes sejam necessários e adaptações aconteçam conforme o nosso momento de vida. O mais importante é não desistir!
Outra dica é avaliar se o objetivo traçado faz sentido no seu contexto de vida e carreira. Aprender inglês pode ser extremamente relevante se você busca oportunidades fora do país, mas talvez não seja prioridade se o seu foco atual for algo completamente diferente.
Há ainda a questão dos prazos. Definir uma data para começar e terminar cria um senso de urgência saudável, além de evitar a procrastinação. Por exemplo: “Quero terminar esse curso de inglês até junho e fazer o teste TOEFL até dezembro.”
Traçar metas SMART não é complicado, mas exige disciplina e comprometimento. Com pequenos passos e ajustes ao longo do caminho, você pode desenvolver um novo hábito que será muito útil para administrar as barreiras ao longo do próximo ano.
Mais do que isso, o planejamento do alcance de metas pode ser aquele elemento motivador. Ele dá aquela força extra para seguirmos em frente e mantermos o foco, mesmo quando surgem percalços no meio da jornada.