Caminhar um pouco diariamente pode diminuir sintomas de depressão, sugere estudo

A partir de 6 mil passos diários, os pesquisadores já identificaram um efeito antidepressivo da caminhada. Confira a pesquisa.

Por Leo Caparroz
19 dez 2024, 17h00
Close-up dos pés de uma menina caminhando em uma praia com areia preta.
 (Media Lens King/Getty Images)
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Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país com maior prevalência de depressão na América Latina e o segundo lugar no continente americano. A depressão é a principal causa de incapacidade em todo o mundo e estima-se que mais de 300 milhões de pessoas, de todas as idades, sofram com esse transtorno.

Já não é segredo para a ciência que, se você quer manter os sintomas da depressão afastados, uma das melhores opções é se exercitar. Atividades aeróbicas, musculação, yoga e tai chi eram algumas das opções mais recomendadas. Agora, um estudo sugere que a caminhada também pode manter a depressão sob controle.

Feito por um grupo de pesquisadores espanhóis, o estudo é uma revisão global de dados. Os cientistas em questão pegaram 33 outras pesquisas que faziam ligações entre números de passos e saúde mental e analisaram seus dados. A revisão cobriu 33 estudos envolvendo 96 mil adultos ao redor do mundo – eles usavam dispositivos de monitoramento para calcular seus passos diários e faziam acompanhamento psicológico.

Os sintomas de depressão costumam ser sentimentos de incapacidade, irritabilidade, pessimismo, perda de prazer, déficit cognitivo, baixa autoestima e tristeza, que interferem bastante na vida diária. Ela também afeta a capacidade do paciente de trabalhar, dormir, estudar, comer, socializar, entre outros.

Pesquisadores já notaram evidências de que exercícios de qualquer tipo podem funcionar como um antidepressivo natural. Mas será que uma atividade tão simples como uma caminhada teria um efeito similar?

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Segundo o estudo espanhol, aumentar o número de passos diários, mesmo em níveis modestos, já é associado a uma redução nos sintomas depressivos.

Presumindo que uma pessoa ande, normalmente, 5 mil passos por dia, quem deu mil passos a mais teve uma queda de 9% nas chances de desenvolver depressão.

Esses benefícios aumentaram rapidamente: em comparação com pessoas que caminhavam 5 mil passos diários ou menos, aquelas que caminhavam 7 mil passos por dia tiveram uma probabilidade 31% menor de depressão, segundo o estudo. Acima de 7,5 mil passos, a prevalência de depressão foi 43% menor.

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Essas tendências se mantiveram verdadeiras para todas as faixas etárias, tanto em mulheres quanto em homens.

Depois dos 10 mil passos diários, a curva de redução dos sintomas depressivos deu uma estagnada, e os benefícios nesse quesito deixaram de ser tão significativos.

“Estabelecer metas para o número de passos diários pode ser uma estratégia de saúde pública promissora e inclusiva para a prevenção da depressão”, concluíram os autores do estudo.

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As descobertas foram publicadas no periódico JAMA Network Open.

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