Existem três tipos de burnout. Conheça o burnout por tédio
Ele é resultante de um desinteresse crônico por aspectos da vida. Conheça sintomas da síndrome – e como combatê-la.

tédio é tanto uma benção como uma maldição. No trabalho, ele tende a recair sob o segundo lado do espectro: afinal, são os estímulos novos e desconhecidos que mantém nosso cérebro envolvido nas funções que realizamos.
A ausência de novidade – e a repetição excessiva – resulta em níveis mais baixos de envolvimento em tarefas cotidianas e até de pensamento crítico. E, segundo a mestre em psicologia organizacional Emilly Ballesteros, pode levar ao chamado burnout por tédio.
Ele “é a experiência de estar mentalmente desligado, desinteressado e sem inspiração por um período prolongado”, escreve a especialista em seu livro A Cura do Burnout: Como encontrar equilíbrio e recuperar a sua vida após o esgotamento. Cada pessoa pode ter uma experiência diferente, mas aqui estão alguns indicadores comuns:
- Sentir-se desconectado da sua rotina;
- Não se lembrar da última vez que fez algo “divertido”;
- Sentir inveja ou confusão ao ver outras pessoas envolvidas ou empolgadas com a própria vida;
- Sentir frustração e ressentimento em relação às responsabilidades ao acordar;
- Ter dificuldade para começar o dia;
- Saber que está infeliz no trabalho, nos estudos ou no que faz, mas não ter energia para mudanças;
- Falta de confiança em si mesmo e na direção que sua vida está seguindo;
- Nunca sentir que está fazendo o suficiente.

Para Ballesteros, o jeito de contornar essa situação é o estabelecimento de objetivos. Para onde você está seguindo? Em qual direção quer chegar? Lembre-se do diálogo do gato com a Alice, no País das Maravilhas: para quem não sabe onde está indo, qualquer caminho serve. E esse caminho será, muito provavelmente, pavimentado de tédio.
A especialista sugere adotar um “mindset de crescimento”. “Acreditar que vamos melhorar pelo esforço – e ser motivado por algo que nos traz satisfação pessoal e prazer (em vez de ser motivado por punição)”. Além disso, ela traz uma série de opções de como sair desse buraco, como:
Para quem não sabe onde está indo, qualquer caminho serve.
- Acompanhar de perto como você gasta cada hora do seu dia por dois dias. Destaque em verde os itens que o mantém engajado e que estão alinhados com seus objetivos de longo prazo. Destaque em vermelho os itens que sugam a sua energia , não acrescentam nada e não alinham aos seus objetivos de longo prazo. Observe que, às vezes, o vermelho gera verde. O objetivo de longo prazo de ser farmacêutico, por exemplo, requer muitos dias vermelhos de estudo, apesar de ser um objetivo verde de longo prazo. É aí que são essenciais os lembretes constantes de que o vermelho é temporário, que vale a pena continuar, que, no final, vai se alinhar com seus interesses.
- Decida como quer que sejam os próximos meses e como poderia se engajar de forma mais ativa. Você pode pausar ou minimizar o tempo que gasta no vermelho e começar a substituí-lo por um item verde? É possível começar a trabalhar em uma substituição de um item vermelho? Deixe a criatividade agir para encontrar maneiras de mudar o envolvimento diário com itens vermelhos ou verdes.
- Se estiver disposto a ser radical, descarte a maneira atual de lidar com as coisas e comece do zero. Por um mês, acorde num novo horário, compre mantimentos que nunca comprou antes, trabalhe em horários diferentes, arrume um novo hobby, assiste a uma nova série, faça um trajeto diferente, leia tipos diferentes de livro. Desperte seu cérebro. Remova da sua vida os fatores repetitivos sobre os quais tem controle e jogue tudo para o alto para ver o que acontece quando a poeira baixar. Embora seja apenas um exercício de quebra de rotina, pode ajudá-lo a descobrir algo novo sobre si mesmo ou valorizar um pouco mais a rotina original.
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